São em média 300 casos registrados de menores no Estado. O dado faz parte da estatística da Gerência
de Polícia da Criança de do Adolescente (GPCA) que também revela as principais
causas para o sumiço desses menores. Segundo gestor da unidade, Humberto Ramos,
o principal motivo para esses desaparecimentos é a fuga espontânea do lar. São
meninos e meninas, que, em busca de liberdade, por situações de mau convívio,
violência e intolerância, saem de
casa.
Quando adolescentes,
nós temos os nervos à flor da pele e estouramos por qualquer motivo. Brigas
dentro de casa pelos motivos mais banais são tão comuns quanto um dia de calor
aqui no nordeste.
Segundo a psicóloga
Júlia Coutinho, para evitar conflitos dentro
do lar, os pais devem conversar mais com seus filhos, porque a melhor saída
para que não chegue a esse extremo é o diálogo. Ela também chama a atenção para outro significado do sumiço. “Há muita
manipulação nessas histórias, às vezes uma chantagem inconsciente”, comentou.
Por isso, de acordo com a especialista, o excesso de proibição é um erro e pode
funcionar como pólvora.
Muitas vezes os pais também, por não saberem lidar com esse tipo de
situação, não respeitam os limites dos seus filhos, não perguntam sobre suas
vidas e não se interessam pelo dia a dia deles, o que acaba por inflar ainda
mais o desejo de liberdade que cada um tem e principalmente quando se está
nessa fase da vida.
O levantamento da
unidade (GPCA) revela que em 2010 foram 323 casos e em 2011 foram 317. Já em
2012 o número de registros chegou a 259 casos de desaparecimento. Destes a
maioria são de meninas, 172 casos. No ano passado 208 dos casos foram
solucionados. Em 2013, o número de desaparecimentos é de 20, sendo que 15 deles
foram de sumiço de meninas e cinco de meninos. Assim como elas são a maioria,
também é grande o percentual dessas jovens que saem de casa em busca de
liberdade amorosa e sexual.
Lincoln Adler
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