terça-feira, 1 de abril de 2014

Pelo menos 300 crianças e adolescentes somem de casa por ano em Pernambuco


São em média 300 casos registrados de menores no Estado.  O dado faz parte da estatística da Gerência de Polícia da Criança de do Adolescente (GPCA) que também revela as principais causas para o sumiço desses menores. Segundo gestor da unidade, Humberto Ramos, o principal motivo para esses desaparecimentos é a fuga espontânea do lar. São meninos e meninas, que, em busca de liberdade, por situações de mau convívio, violência e intolerância, saem de casa.

Quando adolescentes, nós temos os nervos à flor da pele e estouramos por qualquer motivo. Brigas dentro de casa pelos motivos mais banais são tão comuns quanto um dia de calor aqui no nordeste.

Segundo a psicóloga Júlia Coutinho, para evitar conflitos dentro do lar, os pais devem conversar mais com seus filhos, porque a melhor saída para que não chegue a esse extremo é o diálogo. Ela também chama a atenção para outro significado do sumiço. “Há muita manipulação nessas histórias, às vezes uma chantagem inconsciente”, comentou. Por isso, de acordo com a especialista, o excesso de proibição é um erro e pode funcionar como pólvora.

Muitas vezes os pais também, por não saberem lidar com esse tipo de situação, não respeitam os limites dos seus filhos, não perguntam sobre suas vidas e não se interessam pelo dia a dia deles, o que acaba por inflar ainda mais o desejo de liberdade que cada um tem e principalmente quando se está nessa fase da vida.

O levantamento da unidade (GPCA) revela que em 2010 foram 323 casos e em 2011 foram 317. Já em 2012 o número de registros chegou a 259 casos de desaparecimento. Destes a maioria são de meninas, 172 casos. No ano passado 208 dos casos foram solucionados. Em 2013, o número de desaparecimentos é de 20, sendo que 15 deles foram de sumiço de meninas e cinco de meninos. Assim como elas são a maioria, também é grande o percentual dessas jovens que saem de casa em busca de liberdade amorosa e sexual.



Lincoln Adler

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