quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Moda Masculina também tem seu espaço nas redes sociais


  O que um dia fez a cabeça das mulheres, se mostra cada vez mais presente no universo masculino




   Muitas pessoas usam de todos os meios para ficar por dentro do que rola no mundo da moda. Mas essa característica, que era por muitas vezes atribuída às meninas, vem sendo mostrada cada vez mais por meninos que usam dos meios de comunicação e tecnologia para mostrar do que gostam, looks que vestem e o que criam com o que podem comparar.  Sites como lookbook, ajudam o jovem homem, cada dia mais metrossexual, a interagir com outras pessoas do mundo inteiro que compartilham das mesmas ideias, sobre do que é belo, sobre o que é estar na “moda”. Segundo o estudante de arquitetura da UFPE, Hugo Carlos: “eu tenho conta no lookbook porque eu acho que o hype é a forma de se vestir em que me identifiquei e ele é um site que eu percebi uma expressão da moda individual. Tipo, o que você acha bonito, o que você veste, tira umas fotos e posta.”

  
   Esse termo hype vem sendo usado cada vez mais, e, por esse jovem que sempre procura novidades no meio da moda. Segundo Jota Jota Villanova, 20, estudante de design: “vem de hyperbole , vem de exagero, mas creio que o significado vem dos hipsters. Estou escrevendo um artigo sobre eles, que hoje em dia são os lançadores de tendência, as pessoas que usam coisas diferentes mas que odeiam quando são copiadas. Eles fazem parte do ciclo de moda bem diferente dos hipsters dos anos 50 que só queriam estar fora da cultura dominante.”
Foto de Hugo Carlos vendo algumas fotos de looks de pessoas que ele segue no Lookbook.nu



    O estilo que vem se espalhando, de criar seu próprio look e divulgar na internet, tem ganhado um número enorme de seguidores por todos os cinco continentes do mundo. São jovens anônimos que acessam o site e procuram inspirações para criar mais combinações de peças.Muitos deles já têm milhares de seguidores acabam virando celebridades virtuais, e referencia de estilo em moda e comportamento.“Acho legal que os jovens estejam cada vez se preocupando com o que vestem, vale lembrar que roupa não é moda, é apenas a forma que mais representa o fenômeno moda, pois está sempre em renovação”, afirma Jota Jota.

Um ponto que deve ser tocado aqui é a grande exposição que muitos ganham por ter sua imagem divulgada na internet. São inúmeros os casos de pessoas que tem sua vida particular divulgada na rede. Muitos deveriam aprender com as histórias de pessoas que são prejudicadas profissionalmente por um simples comentário que fez no Facebook, ou uma roupa muito curta que vestiu.
  

  Muitos têm esses exemplos como status e acham que vale tudo pra se estar na mídia. Poucos conseguem esse feito: estar na mídia, aparecer na frente de câmeras, ou dar uma entrevista aqui e ali. Mas como tudo na mídia é passageiro, muitas dessas celebridades que surgem a partir de algum compartilhamento em rede social, ganham seus 15 minutos de fama e logo desaparecem. O que lhes resta é ficar e lutar pela “fama” que conseguiu ou retirar-se e ficar sendo apenas a “moda” daquele momento já passado. O exemplo mais lembrado até hoje é o caso Geyse Arruda.
  Quando se trata de moda, a internet é o veículo mais importante para se criar “modas” que como Jota Jota lembra: “Ela é fundamental para que isso aconteça , pois possui uma das características da pós-modernidade. É muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, muitas pessoas num só ser.”

 
      Os pontos negativos que também têm que ser apontados dessa grande quantidade dos usuários que compartilham, além da exposição, é que muitas das pessoas não sabem e acham que entendem de estilo e comportamento e saem pregando suas ideias confusas e muitas vezes erradas por blogs e sites. 
  “Sim, tem coisa negativa sim, alguns acham que entendem de moda sem estudar nada, sem procurar saber. Quando digo estudar não é fazer curso superior, mas saber do que se está falando”, afirma Jota, quando perguntado sobre as consequências negativas que a internet e a velocidade com que as coisas são compartilhadas causam. “E a internet possibilita que informações tanto certas quanto enganosas venham a público”, finaliza.
 
  Felipe Brito, 19, estudante de jornalismo acha que esse tipo de comportamento não leva ninguém a lugar nenhum, e que as pessoas não ganham nada em querer virar uma celebridade fashion da internet. Não vê muito de positivo em procurar inspiração nas roupas dos outros, nesse tipo de moda que surge na web. Mas ele veste o que o faz sentir bem, estando na moda ou não.
  Pode-se dizer que em termos de moda e comportamento, a internet é um campo minado onde em cada clique errado, uma nova tendência de gosto duvidoso e sem base alguma vá surgir e destruir a imagem de uma pessoa. Cada compartilhamento, cada curtida, nos dias da banda larga são muito perigosos, mas também muito bons se usados de forma positiva, ou seja, basta o jovem homem saber onde, com quem, e como procurar inspirações, que ele sairá bem vestido, sem precisar gastar muito, para as baladas ou mesmo no dia a dia.

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